Poema de F. Mendes, 1904, 01-0000921
Metadados
Descrição
Poema de F. Mendes para Antonio de Moraes Barros, São Paulo - SP, 1904
Código do documento
01-0000921
Remetente / Autor
F. Mendes
Destinatário
Antonio de Moraes Barros
Palavras-chave
L. Guimarães
Texto do documento
[01-0921-Página 01 - f.001f]
"Chorava em cada canto uma saudade!
L. Guimarães
Ao D[outo]r Ant[oni]o M[oraes] Barros.
Fui hoje ao cemiterio. Era bem cedo.
Chilreavam passarinhos; no arvoredo
Chorava uma rolinha... Cada galho,
Gottejava uma lagrima de orvalho
Sore a terra sequiosa e ressequida
Que occulta a Morte, pr'a falar á Vida!
Nasceu o Sol, fugio a madrugada,
E à luz mimosa e branca d'alvorada
Succedeu um clarão mais resplendente,
Vinha d'alem, rompêra do Nascente!...
E ao ver da Naturesa a imensidade,
"Chorava em cada canto uma Saudade,"
No merencario e triste diapasão
Em que chora a Chiméra e a Illusão!....
9-8-04
F. Mendes
Ant[oni]o Moraes Barros
S[ão] Paulo
"Chorava em cada canto uma saudade!
L. Guimarães
Ao D[outo]r Ant[oni]o M[oraes] Barros.
Fui hoje ao cemiterio. Era bem cedo.
Chilreavam passarinhos; no arvoredo
Chorava uma rolinha... Cada galho,
Gottejava uma lagrima de orvalho
Sore a terra sequiosa e ressequida
Que occulta a Morte, pr'a falar á Vida!
Nasceu o Sol, fugio a madrugada,
E à luz mimosa e branca d'alvorada
Succedeu um clarão mais resplendente,
Vinha d'alem, rompêra do Nascente!...
E ao ver da Naturesa a imensidade,
"Chorava em cada canto uma Saudade,"
No merencario e triste diapasão
Em que chora a Chiméra e a Illusão!....
9-8-04
F. Mendes
Ant[oni]o Moraes Barros
S[ão] Paulo