Carta de Antonio de Moraes Barros, 1923, 01-0000623
Metadados
Descrição
Carta de Antonio de Moraes Barros para Flaminio Barbosa Ferraz, São Paulo - SP, 1923
Código do documento
01-0000623
Remetente / Autor
Antonio de Moraes Barros
Destinatário
Flaminio Barbosa Ferraz
Palavras-chave
Sociedade Civil Irmãos Barbosa e Barros | João Curitiba | Toniatti
Texto do documento
[01-0623- Página 01]
[Papel timbrado: A. MORAES BARROS / A. PAULO DA CUNHA / J. BONILHA DE TOLEDO / Advogados / R[ua] Floriano Peixoto 6 , Tel[efone] Cent[ral] 5497 / São Paulo], 18 de Julho de 1923.
Ill[ustríssimo] S[e]n[ho]r Flaminio Barboza Ferraz.
S[ão] Paulo.
Saudações. Accuso seu favor de
hontem a mim dirigido pela Soc[idade] Irmãos Barboza
& Barros, que tomei como da sua exclusiva iniciativa
pelo tom intimativo de que se reveste e que não deixou
de me magoar. Respondendo, observo que a minha in-
vocada responsabilidade moral no negocio da compra de
terrenos do s[enho]r João Curityba, versa sobre a legitimidade
dos titulos de propriedade e sobre a posse mansa e pa-
cifica que elle sempre exerceu, legitimidade e posse que
excluem o levantamento de duvidas fundadas, [palavras rasuradas]
[palavras rasuradas]. Reputei e continúo a reputar bons os
titulos. Quanto á posse ha mais de dez annos que a co-
nheço tranquilla e sem turbação alguma e com uma
tradição do mesmo caracter de outro tanto tempo muito mais de muito an-
nos. O sr. Curityba é por lei obrigado a fazer bôa a venda e a
responder pela evicção; e V[ossa] S[enhoria] sabe que elle tem com o que asse-
gurar essa garantia.
Nestas condições é bem de ver que a minha res-
ponsabilidade moral não pode ir ao ponto de impedir,
como V[ossa] S[enhoria] exige, que um aventureiro qualquer, sem posse
nem titulo sério, surja com uma exploração, – pura
exploração, destituída de fundamento legal, e destinada amace[?]
a tentar um accordo a que só o nervozismo timido
com uma demanda perdida.
pode acceder. Eis o que me ocorre responder.
Eis o que me ocorre responder.
Com etc………………..
[Papel timbrado: A. MORAES BARROS / A. PAULO DA CUNHA / J. BONILHA DE TOLEDO / Advogados / R[ua] Floriano Peixoto 6 , Tel[efone] Cent[ral] 5497 / São Paulo], 18 de Julho de 1923.
Ill[ustríssimo] S[e]n[ho]r Flaminio Barboza Ferraz.
S[ão] Paulo.
Saudações. Accuso seu favor de
hontem a mim dirigido pela Soc[idade] Irmãos Barboza
& Barros, que tomei como da sua exclusiva iniciativa
pelo tom intimativo de que se reveste e que não deixou
de me magoar. Respondendo, observo que a minha in-
vocada responsabilidade moral no negocio da compra de
terrenos do s[enho]r João Curityba, versa sobre a legitimidade
dos titulos de propriedade e sobre a posse mansa e pa-
cifica que elle sempre exerceu, legitimidade e posse que
excluem o levantamento de duvidas fundadas, [palavras rasuradas]
[palavras rasuradas]. Reputei e continúo a reputar bons os
titulos. Quanto á posse ha mais de dez annos que a co-
nheço tranquilla e sem turbação alguma e com uma
tradição do mesmo caracter de outro tanto tempo muito mais de muito an-
nos. O sr. Curityba é por lei obrigado a fazer bôa a venda e a
responder pela evicção; e V[ossa] S[enhoria] sabe que elle tem com o que asse-
gurar essa garantia.
Nestas condições é bem de ver que a minha res-
ponsabilidade moral não pode ir ao ponto de impedir,
como V[ossa] S[enhoria] exige, que um aventureiro qualquer, sem posse
nem titulo sério, surja com uma exploração, – pura
exploração, destituída de fundamento legal, e destinada amace[?]
a tentar um accordo a que só o nervozismo timido
com uma demanda perdida.
pode acceder. Eis o que me ocorre responder.
Eis o que me ocorre responder.
Com etc………………..