A Fazenda Pau d’Alho e a Companhia Cafeeira do Rio Feio são marcos da atuação agrícola da família Moraes Barros ao longo de gerações, atravessando diferentes ciclos produtivos e impactando diretamente o desenvolvimento de São Paulo. Em Piracicaba, a Fazenda Pau d’Alho foi consolidada durante o século 19 por Manuel de Moraes Barros a partir da unificação gradual de pequenos lotes. Inicialmente voltada à cana-de-açúcar e ao algodão, a propriedade passou pela conversão para o café e vivenciou a complexa transição do trabalho escravizado para a mão de obra livre e imigrante — incluindo a acolhida de grupos de famílias japonesas organizados por Paulo de Moraes Barros no início do século 20.

Com o avanço da fronteira agrícola e a busca por terras férteis, a família expandiu suas atividades rumo à Alta Paulista — região situada entre os rios Feio (Aguapeí) e Peixe, cuja ocupação intensificou-se nas primeiras décadas do século 20 com a chegada da malha ferroviária. Nessa nova etapa, a família participou da criação e gestão da Companhia Cafeeira do Rio Feio, empreendimento encarregado de administrar a Fazenda Chantebled e de organizar a produção, o beneficiamento e a logística de transporte do café até os comissários e exportadores do porto de Santos. Mais do que unidades econômicas, esses espaços se ligam ao cotidiano de pessoas envolvidas na gestão da terra, no enfrentamento das oscilações de mercado e nas transformações sociais de suas épocas.